A Linguagem da Mão
Cheiro · 1894
5,0 · 3 avaliações
Sobre o livro
O livro que pôs a quiromancia na moda — Cheiro leu as mãos de escritores, generais e reis e publicou suas impressões palmares junto com seu método. A primeira parte trata do formato da mão; a segunda, das linhas, ambas com a confiança de quem foi fotografado com seus clientes.
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Parte 1 · Por que Cheiro defendia uma arte proibida. Os seis primeiros slides, grátis.
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Antes de explicar uma única linha sequer, Cheiro dedica umas vinte páginas à sua defesa. Em 1894, a quiromancia era um truque de feira, e ele sabia que a maioria dos leitores abriria o livro dele já sorrindo com ironia.
Por isso, ele começa dizendo para que serve esse estudo. A mão, escreve, é "a chave daquele gabinete do caráter", e por meio dela é possível ver não só os defeitos de uma pessoa, mas também como esses defeitos poderiam ser redimidos. Seu lema é o velho lema grego: conhece-te a ti mesmo.
Isso muda o que é uma leitura. Não é um truque de festa sobre desconhecidos altos e viagens de navio. É uma forma de descobrir o que existe em você - inclusive os talentos que você ainda não teve tempo de notar.
Leia a prévia em texto
Antes de explicar uma única linha sequer, Cheiro dedica umas vinte páginas à sua defesa. Em 1894, a quiromancia era um truque de feira, e ele sabia que a maioria dos leitores abriria o livro dele já sorrindo com ironia.
Por isso, ele começa dizendo para que serve esse estudo. A mão, escreve, é "a chave daquele gabinete do caráter", e por meio dela é possível ver não só os defeitos de uma pessoa, mas também como esses defeitos poderiam ser redimidos. Seu lema é o velho lema grego: conhece-te a ti mesmo.
Isso muda o que é uma leitura. Não é um truque de festa sobre desconhecidos altos e viagens de navio. É uma forma de descobrir o que existe em você — inclusive os talentos que você ainda não teve tempo de notar.
A história segundo Cheiro é esta. O estudo nasceu na Índia antiga, viajou até a China, a Pérsia e o Egito, e ganhou forma clara na Grécia. Ele conta Anaxágoras, Aristóteles e Plínio entre seus alunos, e repete a história de um livro sobre a mão enviado a Alexandre, o Grande, como "um estudo digno da atenção de uma mente elevada e curiosa".
Depois a Igreja a rotulou como feitiçaria. As pessoas respeitáveis deixaram de admitir que se interessavam por ela, e a arte foi parar nas mãos de adivinhos ambulantes, que foi onde a Londres vitoriana a encontrou.
O ponto dele não é realmente sobre datas. É que a quiromancia foi caluniada, não refutada, e em troca ele pede só uma coisa: curiosidade, "temperada com bom senso e paciência".
Eis o argumento em que tudo o mais se apoia. Cheiro convoca os anatomistas de sua época para mostrar que a mão tem mais nervos do que qualquer outra parte do corpo, e a palma mais do que o resto da mão.
Cada nervo, ele observa, carrega tráfego nas duas direções: ordens do cérebro para a mão, e impressões da mão de volta para o cérebro. Isso faz da mão, em suas palavras, a serva imediata do cérebro. Aristóteles a chamava de "o órgão dos órgãos".
Siga esse raciocínio e a quiromancia deixa de soar como magia. Se o cérebro molda o caráter, e a mão está ligada ao cérebro mais de perto do que qualquer outro membro, então a mão deveria carregar esse registro. Cheiro não está pedindo que você acredite em sinais vindos do céu. Está pedindo que você olhe para a parte mais falante do corpo.
Segundo a defesa de Cheiro, por que uma mão revelaria o caráter?
- Os planetas imprimem sua influência nos montes no momento do nascimento
- Anos de trabalho diário vão esculpindo aos poucos os hábitos de uma pessoa na palma
- É a serva mais próxima do cérebro, mais rica em nervos do que qualquer outra parteResposta certa
- As pessoas crescem sem perceber em direção aos significados que os antigos deram às linhas
O argumento de Cheiro é anatômico: a mão está ligada ao cérebro mais de perto do que qualquer outro membro, então ela registra o que o cérebro é. Ele nega que o trabalho forme as linhas, e diz que usa os nomes dos planetas só como forma abreviada, não como astrologia.
A primeira objeção que todo mundo levanta é que as linhas são só vincos do trabalho e de dobrar a mão. Cheiro chama isso de "uma falácia muito popular", e responde com um recém-nascido.
A mão de um bebê, ele destaca, já está profundamente marcada, muito antes de ter trabalhado em qualquer coisa. O trabalho faz o oposto de esculpir linhas: deposita sobre elas uma camada grossa de pele. Amoleça a palma de um trabalhador e toda a rede volta a aparecer, "do berço ao túmulo".
Dobrar a mão também não explica melhor. Linhas aparecem onde a mão nunca se dobra, e em algumas doenças, entre elas a paralisia, as linhas somem enquanto a mão continua se dobrando exatamente como antes. Então as linhas não são feitas pelo trabalho, e o que quer que as escreva age de dentro para fora.
A segunda prova de Cheiro é a variedade. Nunca se encontraram duas mãos com marcas iguais, e ele diz que isso aparece com mais clareza em gêmeos.
Onde gêmeos diferem no temperamento, suas linhas diferem bastante. Onde se parecem, ainda assim surge alguma diferença importante, que coincide com a diferença de temperamento. Um rosto pode te enganar e fazer você pensar que duas pessoas são uma só; um par de palmas não engana.
As famílias mostram o padrão inverso. Uma peculiaridade nas linhas pode se repetir por gerações, carregada junto com o traço familiar que ela representa. E quando um filho puxa ao pai e outro à mãe, Cheiro afirma que as marcas seguem o progenitor a quem o filho se parece. Para Cheiro, isso resolve a questão: as linhas seguem a pessoa, não a profissão, e não o acaso de um vinco.
Dentro do curso
12 partes- Cheiro defende uma arte antiga e difamadaGrátis acima
- Os sete formatos de mão, do elementar ao psíquico
- A mão quadrada e suas subdivisões
- A mão filosófica e a cônica
Perguntas
A Linguagem da Mão é grátis para ler no Astra Trainer?
Sim. O livro completo abre de graça no leitor do app, em inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, polonês, português e russo.
O que é o curso curto?
12 partes curtas que percorrem as ideias-chave do livro em slides, cada uma com um quiz rápido. Os seis primeiros slides podem ser testados de graça nesta página.
Onde eu baixo o app?
O Astra Trainer é grátis na App Store e no Google Play. A Linguagem da Mão está esperando por você na biblioteca do app.








